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O GOSTINHO DA GRÉCIA

Sócrates disse uma vez que “uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida”. Eu acredito. E foi com essa crença que no início de agosto desembarcamos em Atenas, Grécia.

Berço da cultura ocidental, a Grécia é conhecida pelos seus Deuses, filósofos, pela política, arte e mitologia. Passamos os primeiros oito dias em Mykonos e Santorini e, sinceramente, não me lembrei muito das riquezas culturais enquanto estive pelas ilhas... Bom, talvez tenha me lembrado de Poseidon, o Deus do mar, já que nesses dias fiquei boa parte nadando nele.

De Atenas fomos para Mykonos. Todo o percurso (Athenas-Mykonos-Santorini-Athenas) fizemos de ferry boat (balsa). Compramos os tickets através da Hellenic Seaways (média de 45 Euros, mas compare, pois há várias companhias que fazem esses trajetos). No caso do porto de Atenas (também conhecido como Pireu) chegue com antecedência. Ele é enorme e muita gente se perde.

mykonos
Passeando por Mykonos

Primeira parada foi Mykonos, uma ilha grega famosa pelas baladas e diversão. Não deixe de reservar hospedagem o quanto antes! Imagine um lugar com 15 mil habitantes que receba mais de 800 mil turistas todos os anos?!?* Ficamos no Hostel Paraga Beach. As acomodações são barraquinhas feitas de lona que ficam ao lado do mar. Um “calor do capeta”, como diria Dona Nena, minha avó. Sem café da manhã ou banheiro nos quartos. Nossa sorte é que ventou bastante, daí refrescou, mas uma amiga que dividiu o mesmo tipo de acomodação disse que ela não suportou, pois a cabana era no sol e nenhuma brisinha. Portanto, se quer conforto não fique lá! Eu ficaria novamente pelo preço, menos da metade de qualquer outra em Mykonos. Aliás, tudo é bem caro em Mykonos. Cheguei a pagar 9 Euros por um suco de melancia - ainda não tive coragem de converter para Real.

Vamos ao que interessa. Mykonos é famosa pela night (inclusive os gays adoram a ilha). Os turistas são em sua maioria jovens. As festas estão sempre cheias (dormir a noite foi complicado) e as mulheres fazem topless. Mykonos vista de cima deve ser como um pontinho iluminado sob o mar Egeu.

Alugamos uma moto e passeamos pelos quatro cantos da ilha. Conhecemos o farol, as praias e o centro comercial. Sem dúvida o meio de transporte mais utilizado e barato. Com 10 euros você paga uma diária e com mais 7 Euros de gasolina dá pra rodar o dia todo. Não deixe de tirar fotos em frente aos moinhos de vento, ponto turístico mais famoso.

por-do-sol em SantoriniDe Mykonos fomos para Santorini ou Thera, como é também conhecida. Essa sim é uma ilha grega! Ela foi formada há mais de 3 mil anos quando uma erupção afundou parte da ilha e a deixou com um formato lunar. Alugue uma moto ou visite os vários pontos de ônibus, através das excursões. Vá ao vulcão (ele fica fora da ilha, a melhor maneira é ir de excursão), praia vermelha (é vermelha mesmo!), praia de Perissa (onde a areia é escura por causa das pedras vulcânicas), as igrejas de domo azul debruçadas no penhasco e o centro comercial, em Fira, a vila principal.

Acomodação em Santorini também é expensive (cara). Ficamos em Perissa, um pouco longe do centro, mas em conta. De qualquer forma existem ônibus a cada15/20 minutos e ainda a opção de alugar transporte por quase nada.

Mas o melhor de Santorini é o pôr-do-sol. Em agosto ele acontece mais ou menos às 8 da noite.O ponto mais conhecido para se ver é no alto da Vila de Oya (pronuncia-se "Ia". É a mais grega de todas as vilas em Santorini), mas eu achei mais bonito em Fira. Em Fira o sol se põe atrás do vulcão e você consegue ver o sol a olho nu, já que ele se esconde atrás de uma neblina vermelha. Em Oya deve-se chegar com antecedência para conseguir um bom lugar. Chegamos duas horas antes...

Atenas

Mais um ferry boat e estávamos em Atenas. Uma cidade européia diferente das outras do lado ocidental da Europa. Cachorros nas ruas, muito movimento e prédios altos. A arquitetura é parecida com a de uma cidade grande do Brasil, como Belo Horizonte. Mas é só levantar o olhar para ver o que a difere das outras: a Acrópole de Atena. Ela é, sem dúvida, o sítio arqueológico mais importante da Grécia e talvez do mundo. Lá estão o Parthenon, o teatro de Dionísio, o Propileu, o Erecteion e o templo de Atena Nike. Aberto diariamente de 8 às 18 horas, o ticket custa €12 (meia 6) e é gratuito para estudantes da União Européia (UE). Ande sempre com a carteirinha de estudante, caso a tenha! Em Atenas ela é aceita em quase todos os lugares. Ah, suba na colina Filoppapo (cansativo, mas vale a pena). De lá é possível ter uma das melhores vistas noturnas da Acrópolis.

A Acrópole foi construída para se tornar sede do governo da cidade. Realmente o foi, mas depois que a Ágora foi finalizada os governantes foram para lá e a Acrópole se tornou um local somente para cultos. É interessante pisar naquele mesmo lugar onde em 450 anos a. C. outros tantos discutiram sobre assuntos como democracia e filosofia.

Em Atenas ficamos no hostel Zeus. A localicação é ótima, perto da Acrópole, mas a acomodação não é lá essas coisas, porém compensa pelo preço (procure hostels em http://www.hostelworld.com, mas se você não for mochileiro reserve hotéis nos sites www.booking.com e www.hoteis.com). A melhor época para visitar a Grécia é certamente na alta temporada, de junho a agosto. O sol é escaldante, mas você precisará dele. A água do mar Egeu é friiiiiia...


templo de hefestoFizemos todo o percurso a pé. Antes de subir para a Acrópole passe pelo bairro tradicional de Plaka. Lá estão bons restaurantes, artistas e boas lojinhas de souvenirs (lembrancinhas). A seguir fomos para a Ágora – centro da vida urbana da Grécia antiga. Ela apresenta restos de escolas, teatros e arenas, por onde Sócrates, Platão e São Paulo circularam. Ande até o final da Ágora para encontrar o Templo de Hefesto, o mais bem preservado da Grécia.

Depois fomos ao Templo de Zeus Olímpico. Ele fica no centro de Athenas. Perto dele está o estádio Panathinaiko. Esse foi o local da primeira Olímpiada moderna, em 1896. A entrada custa 3 Euros (se não me engano) e você circula com um áudio-guia.

 

acropole de athenas

Dentre os vários museus escolhemos o Museu Nacional de Arqueologia. São 20 mil obras em exposição e a maior coleção grega do mundo. Aberto segunda (13 às 19h30) e de terça a domingo (8 às 19h30). O ingresso custa 7 Euros. O prédio do Parlamento é uma outra grande obra da cidade. Perto desse está a Praça Syntagma (Estação Syntagma / Linhas 2 e 3 – azul claro e vermelha).


estadio panathinaiko

Dicas finais: não se esqueça de comer Gyrus (você não precisa procurá-lo, ele vai achar você. São vendidos em lanchonetes tipo "kebaberia" que estão por toda parte). O Gyrus é preparado com carne, salada, molho de iogurte e batatas fritas, tudo enrolado em pão pita. Inhami! E beba Ouzo, a bebida nacional grega. Ela e a Grécia têm gosto de anis.

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*Fonte: http://www.voudemochila.com.br/cidades.php?c=48

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